Aos 81 anos, pioneira conta como nasceu Nova Olinda do Maranhão e revela detalhes dos primeiros dias da comunidade


A história de Nova Olinda do Maranhão não está apenas nos registros oficiais, ela também vive na memória de quem ajudou a construir os primeiros capítulos do município.

Nesta data especial, a nossa reportagem conversa com Maria Oneide Azevedo da Silva, uma das primeiras moradoras da região, que completa 81 anos de vida e carrega lembranças de uma época em que onde hoje existe uma cidade havia apenas mata, caminhos e o sonho de construir um novo lugar para viver.

Nascida em 25 de junho de 1945, Dona Maria Oneide chegou à região acompanhada do marido, Antônio Araújo da Silva, conhecido como Antônio Ferreira, e da filha ainda bebê. Segundo ela, naquele período ainda não existiam moradores no local.

“Chegando em Nova Olinda, não existia nem um morador. Eu vim junto com meu marido e minha filha, que tinha três meses de nascida”, relembra.

A origem do nome Nova Olinda

Um dos capítulos mais marcantes da história é a escolha do nome da cidade. Dona Maria conta que trouxe o nome “Nova Olinda” na memória, inspirado em um povoado onde havia vivido anteriormente às margens do Rio Parnaíba.

“Eu trouxe Nova Olinda no coração e na mente da beira do Rio Parnaíba”, conta.

Segundo ela, o nome fazia referência a um lugar que marcou sua vida e que ela acreditava que um dia seria usado novamente.

A primeira placa e o sonho de uma cidade

Dona Maria relembra que o nome ganhou forma quando foi confeccionada uma placa para marcar o novo povoado.

A placa dizia: “Seja bem-vindo à nossa Nova Olinda”, marcando simbolicamente o nascimento daquela comunidade.

O momento aconteceu quando Antônio Ferreira preparava o local para construir uma barraca. Segundo ela, ele acreditava que aquele pequeno começo poderia se transformar em uma cidade no futuro.

Os primeiros tempos: mata, caminhos e coragem

Antes das estradas atuais, o acesso era muito diferente. Dona Maria conta que não existia a BR-316 e que o caminho era feito por trilhas abertas no meio da mata.

O transporte era realizado principalmente por animais, como cavalos, burros e jumentos.

Ela lembra também do período de abertura das estradas, quando trabalhadores utilizavam ferramentas simples para derrubar grandes árvores e abrir passagem pela região.

A chegada de novos moradores

Com o passar do tempo, novas famílias chegaram e ajudaram no crescimento da comunidade.

Dona Maria recorda a chegada de moradores que vieram de diferentes lugares, formando aos poucos os primeiros bairros e dando vida ao povoado.

Ela compara esse crescimento ao milho virando pipoca: “Quando começou a aumentar, foi igual pipoca, milho na panela”.

Memória e legado

Hoje, olhando para o tamanho que Nova Olinda alcançou, Dona Maria demonstra orgulho por ter participado dessa história.

“Eu me sinto feliz em sentir a força de Deus”, afirma ao lembrar da transformação do lugar que um dia era apenas mata e barracas em uma cidade.

A história de Dona Maria Oneide é uma parte viva da memória de Nova Olinda do Maranhão. Um relato que preserva as raízes, os desafios e a força das pessoas que ajudaram a construir o município.

Parabéns pelos 81 anos, Dona Maria Oneide. Sua história também é a história de Nova Olinda.

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