PIX: Ministro Paulo Guedes fala em criar tarifa para o novo serviço

 

Em conferência com executivos do setor bancário, Ministro da Economia falou que voltará a tratar da nova CPMF após eleições e vê o PIX como uma 'rodovia digital que pode ser tarifada


O Ministro da Economia, Paulo Guedes, esteve presente em uma videoconferência com executivos e especialistas do setor bancário nesta quinta-feira (19), onde afirmou que tem intenções de estipular uma cobrança pelas transações feitas via PIX, o novo formato de operação financeira estipulado pelo Banco Central, e que teve sua estreia recentemente, no último dia 16.


Guedes referiu-se ao PIX como “uma espécie de rodovia digital”, onde o trânsito dos usuários que passam por ela poderia ser cobrado. O Ministro não entrou em valores ou formatos de cobrança, mas voltou a mencionar a chamada “nova CPMF”, dizendo que voltará a tocar no tema após as eleições.

Segundo Guedes, a ideia de criar um novo imposto por operações bancárias “tomou uma conotação negativa” e, por isso, esfriou. Ele rechaça o termo “nova CPMF”, dizendo que o novo imposto traria uma alíquota de 0,10% ou 0,15% em cima de transações bancárias como transferências via TED ou DOC, e o atual PIX.

O setor bancário já se posicionou contra a criação deste novo imposto em várias ocasiões, ressaltando que isso afastaria os correntistas das instituições, levando a um fenômeno conhecido como “desbancarização”, onde os cidadãos tirariam dinheiro dos bancos e os guardariam por conta própria.

O Ministro, por sua vez, voltou a afirmar que a medida não atingiria diretamente aos bancos, além de repetir na conferência a ofensa que dirigiu à Federação Brasileira dos Bancos (FEBRABAN) em outubro, quando chamou a entidade de “Casa de Lobby”. No entendimento do Ministro, a FEBRABAN paga economistas para falarem mal da nova CPMF - uma afirmação recebida com risadas pelos participantes da videoconferência.

Em defesa à nova CPMF, Paulo Guedes disse que a sua implementação permitiria eliminar outros impostos, sobretudo os que incidem sobre folhas de pagamento salarial. Ele também afirmou que o governo não subirá os impostos atuais, além de pretender reduzir tributos empresariais, a fim de incentivar o reinvestimento do dinheiro economizado em inovação e maior geração de emprego.

Entretanto, ele disse que vai propor ao governo uma tributação incidente sobre a distribuição de dividendos empresariais a acionistas.

Folha de S. Paulo / G1
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